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É Tetra!

Olá amigos!

Espero que vocês tenham tido uma semana produtiva, tanto de leitura como em escrita. O assunto de hoje é o vilão e o triunfo de muitos livros e contos espalhados por aí. Por causa do assunto de hoje é que muitos compram livros e leem certos contos. Mas antes de entregar o tema, vamos refletir um pouco…

Observe seu nome. Você pode se chamar Maria, João, Vitor ou até mesmo Will, como esse que vos fala. Possivelmente seu nome foi escolhido porque seus pais queriam um significado para sua vida, para seu futuro ou simplesmente porque acharam bonito e chamativo. Seu nome é quem você é. Não tem como fugir disso. Se procurarmos a família real de qualquer país, vemos nomes com sobrenomes imensos. Isso serve de “árvore genealógica” para aquela pessoa.

Os títulos de nobreza serviam para delimitar a nobreza e a quantidade de posses de uma pessoa: um barão tem menos terras e bens do que um duque, que tem menos terras do que um rei e por aí vai. O título entrega e identifica essas pessoas. E o título de um livro ou conto? Ele deve entregar o conto ou apenas identifica-lo?

Complexo isso…

Vamos observar dois casos de entrega de história.

Bernard Cornwell e seu último livro lançado no brasil, Waterloo. O título é autoexplicativo. Pelo menos para quem conhece um pouco de história. Cornwell vai falar sobre a derrota de Napoleão na Bélgica em 18 de junho de 1815, para os exércitos da sétima coligação, que incluíam membros britânicos e prussianos em um confronto sangrento e dramático de 100 dias. Você olha para o tema e sabe logo o que esperar.

Outro exemplo bem claro é “Sobre a Escrita” do mestre Stephen King. Mesmo que você nunca tenha lida nada dele (Por favor, né? Vamos mudar isso!), conseguimos deduzir facilmente do que se trata esse magnífico livro.

Como exemplo do inverso eu posso citar o magnífico “A Revolução dos Bichos” de George Orwell. Só lendo esse título, não conseguimos entender o podemos esperar, ainda mais pela capa, que tem um porco. Quando abrimos e vamos saboreando cada página, podemos mergulhar tranquilamente nessa, que é uma das melhores histórias já escritas.

E reles mortais, como eu e você? Eu prefiro não ser gratuito nem óbvio. Acho isso péssimo. Imaginemos o seguinte: Você vai escrever um conto sobre um homem depressivo que se veste de palhaço e mata crianças nas saídas dos colégios e dá o nome do conto de “O Palhaço Assassino”. Sério? Não pensou em nada melhor? Ou você prefere ser óbvio e fazer o gore pelo gore? Vamos lá, sei que você faz melhor! Um ótimo tema seria “Sorriso assassino” ou até mesmo “Desejo assassino”. Você entrega um pouco, mas não compromete sua história em nada! Não há spoiler no título e o leitor só espera a morte de alguém e não um palhaço depressivo assassino.

Quando for criar títulos, por favor, fuja do óbvio e do spoiler gratuito. Eu, por exemplo, coloco o título dos meus contos como o nome do personagem principal. Bjorn, fala sobre um viking, Clara fala sobre uma menina com leucemia e Dave Simons fala sobre um homem que perdeu tudo, incluindo a sanidade.

Trabalhe com muito cuidado em seus títulos, pois eles fazem parte de sua obra e são parte da primeira impressão do leitor. No mais, deixe a criatividade fluir e voe alto!

Escrever é 10% de inspiração e 90% de transpiração. Sempre se lembre disso.

Até a próxima!

“Sempre acredite em sua história. Se você acreditar, os leitores também acreditarão.” (Will Soares)

Contato: mr.willianrj@gmail.com

Facebook: Facebook.com/will.soares.75

4 comments for “É Tetra!

  1. 29/09/2015 at 23:55

    Concordo com você Daniel!!!

    Abraços

  2. 29/09/2015 at 23:54

    kkkkkkkkkkkkk
    Fico muito feliz em poder judar Kamila!
    Abraços!

  3. Daniel Oliveira
    28/09/2015 at 18:28

    Grande Will. Muito boa a dica. Do que adianta escrever com tanta dedicação e manchar a história com um título mequetrefe. Kkkkkk!!!! Abraços!!!

  4. 26/09/2015 at 19:54

    Como sempre adorei a matéria. Eu gosto de dar um título aos meus contos sem entregar a história, mas sou preguiçosa e não me preocupo muito em trabalhar no título, ele nasce naturalmente (e provisoriamente) quando estou escrevendo e acaba sendo o definitivo. Vou trabalhar mais no assunto doravante. Obgda por compartilhar este espaço, abraços! A propósito do seu título “É Tetra”, ainda bem que não é “Treta”, estou correndo de confusão… rs!

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