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Qual o Tenma mesmo?

Olá amigos!

Bem-vindo a mais uma coluna escrita criativa! Hoje vamos falar e refletir um pouco sobre o que fazemos de melhor, o que nos move e o que nos livra, muitas vezes, de encostar a cabeça no travesseiro e desistir da vida: A arte de contar histórias.

Contar histórias é uma arte. Não quero entrar no mérito de ser para muitos ou para poucos, porque não me acho melhor do que ninguém por fazer isso. Apenas sou e isso me basta. Faço o que acredito e escrevo o que gosto. Creio que você também faça isso.

Todas as vezes que você se debruça sobre um computador, coloca um tablet no colo ou, como um amigo meu prefere, um belo bloco de papel, você está derramando um pouco de si ali. Está criando arte, está vivendo outra vida. Seja contando um conto, uma novela ou um livro inteiro, sua voz está ali, pronta para ecoar. Isso é bom. Precisamos de mais pessoas com muito a dizer.

Chuck Palahniuk é um desses homens. Quem já teve o prazer de ler suas obras viu como se faz uma bela crítica: descontextualizando, provocando, cativando e invertendo totalmente os padrões. Temas incomuns, que evocam o cômico e até mesmo o ridículo, para chegar aonde ele quer. É tudo tão sutil e arquitetado de forma que a crítica se torna relevante na história.

Quando escrevemos, mesmo que inconscientemente, estamos buscando, não somente sermos lidos, mas sermos relevantes. Para tal, passeamos por diversos temas e assuntos que norteiam nossa história de tal forma que ela fique do jeito que planejamos. Assim construímos nossa arte.

Onde quero chegar com tudo isso? Perca o medo. Saia do comum. Não tenha medo de ousar com temas diferentes do que você está habituado. Quando escrevi o conto Clara, o desafio foi derramar e expor sentimentos que sinto pela minha filha de forma relevante em uma história que não seja crua e violenta, nem seja de terror ou suspense. Foi difícil escrever sobre uma menina com leucemia no seu último dia de vida.

Se Stephen King contou a alguém sobre sua ideia em Cristine, devem ter rido dele. “Um carro assassino? Você está maluco?”. Hoje esse é um de seus melhores e mais marcantes livros. Não existe loucura em trabalhar um tema diferente ou trabalhar em um tema batido de forma diferente. Encorajo você a fazer isso e se aventurar a escrever coisas novas. Se desafie! Assim que nascem clássicos. Pense fora da caixa.

Não existem temas ruins. Existem apenas temas trabalhados de forma errada.

Obs.: Antes de terminar desculpem a piada e o trocadilho com a imagem. Para quem não entendeu a piada, o cara se chama Tenma. Ok, eu sei… Foi um péssimo trocadilho… rs

Escrever é 10% de inspiração e 90% de transpiração. Sempre se lembre disso.

Até a próxima!

“Sempre acredite em sua história. Se você acreditar, os leitores também acreditarão.” (Will Soares)

Contato: mr.willianrj@gmail.com

Facebook: Facebook.com/will.soares.75

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3 comments for “Qual o Tenma mesmo?

  1. 29/09/2015 at 23:55

    Muito obrigado Renato!

    Abraços

  2. 26/09/2015 at 21:47

    Oii tudo bem? muito bom! interessante o assunto. Gente estou adorando o colch

  3. 18/09/2015 at 21:32

    Adoro seus textos! Eu quero fugir do tema erótico, ou pelo menos mesclar com algo policial, mas esta minha vidinha é tão monótona… rs. Vou ler mais, começarei com os livros do Toni Bellotto. Aceito sujestões. Abraços!

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