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Quem conta um conto aumenta um ponto! Ou não…

Olá amigos! Semana passada não tivemos a coluna Escrita Criativa por motivo de doença (sim, eu fico doente…), mas para compensar postei um conteúdo adicional, um conto. Que você pode ler clicando AQUI (antes que me perguntem: sim, aquela é a foto da minha filha e ela se chama Ester. rsrsrs). Espero que vocês gostem, pois eu amei fazê-lo! Sem mais delongas vamos ao assunto de hoje.

Muitos querem escrever e quando olham um livro, se intimidam, devido ao tamanho do desafio. Eu já contei aqui o tamanho do problema que arrumei fazendo um livro e elevando o nível de complexidade a cada seção de Brainstorming com meu amigo Leonardo. Quando você começa a andar, em sua tenra infância, aquele bebê rechonchudo e sorridente não faz nada de forma perfeita. Não mesmo! Ele tropeça, mete a cara na parede, fica com um galo, chora, você o consola e ele tenta de novo. Sério. Isso acontece. Da mesma forma você pode começar devagar e engatinhando, não com livros, mas com contos.

Um escritor que almeja iniciar sua carreira não precisa necessariamente iniciar com um livro. Não há problema nisso, muito pelo contrário, mas é imensamente importante você se encontrar como escritor. Encontrar sua forma de escrita, organizar suas ideias e principalmente, se conhecer. Histórias podem lhe auxiliar nisso.

Mas como eu começo? Foi a mesma pergunta que eu me fiz, porque os contos tem um senso de urgência e um desenvolvimento mais dinâmico que o de um livro. No conto que escrevi para o livro Legado de Sangue (tenho poucos exemplares para venda, quem quiser me mande e-mail ou me chame pelo facebook), além do desafio de criar um conto, havia a limitação de 8000 caracteres com espaços. Ali descobri o quanto eu era prolixo. Enxugar uma história que pode ser maior em 8000 caracteres era um desafio. Assim nasceu Dave Simons, meu primeiro conto publicado.

Novamente não vou fazer uma lista de como se fazer as coisas, ao invés disso vou recomendar 2 autores que me ajudaram muito. O primeiro deles é o Stephen King. Li o livro Sombras da noite e ao terminar entendi como é a dinâmica de um conto. Tudo tem que ser bem dosado. Se for rápido demais você sacrifica a história que está contando, entretanto, se for lento demais, vai comprometer o dinamismo. Stephen King consegue dosar isso magistralmente. Leitura muitíssimo recomendada. O outro é a coleção do Conan de Robert E. Howard. A forma como ele escreve é totalmente diferente do King, já que ele se concentra nas reações das pessoas mais do que nos lugares em si. No conto “A Cidadela Escarlate” você tem uma aula de reações e emoções dos personagens. Desde um exército inteiro tremendo de medo do Conan, até o medo dele ao ver um lagarto babando ácido em sua perna. Talvez não seja o gênero que você gosta, mas ao ler, atente aos elementos. Vá além da história e tenha uma aula com o autor.

Se despir dos pré-conceitos faz parte.

Escrever é 10% de inspiração e 90% de transpiração. Sempre se lembre disso.

Até a próxima!

“Sempre acredite em sua história. Se você acreditar, os leitores também acreditarão.” (Will Soares)

Contato: mr.willianrj@gmail.com

Facebook: Facebook.com/will.soares.75

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