garca-e-o-indigente

Quem és… ?

Quem és tu,
oh Garça?
A voar livre dentre as poucas árvores remanescentes…

Quem és tu,
Oh Indigente?
Que repousa sereno em um gramado sem nome…

Quem viu a Garça?
Andando majestosa em direção ao Indigente…
Quem viu o Indigente?
Quem vê um Indigente?

Quem és tu,
oh governador?
Cujo número e nome invadem sem permissão
minhas vistas, ouvidos e mente…

Quem viu o governador?
Afugentar a Garça com o corte das remanescentes árvores,
Expulsar o Indigente com políticas de maquiagem social,
E no fim só restar o concreto cinzento e morto que conhecemos…?

Sei, que no fim, será realmente assim,
sem fé, sem cor, sem vida e sem Amor,
Mas, até lá, Garça
Mas, até lá, Indigente
Onde os governantes erram propositadamente,
Nosso Pai Celestial vos guarda
e já preparou para vós, eterna morada!

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